Siga a Dra. Ana Elisa:InstagramTikTokYouTube

Queda de cabelo

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

Estresse e couro cabeludo: três quadros diferentes
Estresse e couro cabeludo: três quadros diferentes

Queda de cabelo é um termo amplo, que abrange causas bem diferentes entre si. Tratar sem saber qual delas está em jogo é a razão mais comum de um tratamento não funcionar — o que funciona para uma causa não funciona para outra.

As duas grandes famílias

A primeira divisão do diagnóstico é entre queda com e sem destruição do folículo, porque ela define o que é recuperável.

  • Não cicatricial — o folículo está preservado, e há potencial de recuperação. Inclui a alopecia androgenética (calvície), o eflúvio, a alopecia areata e a tricotilomania.
  • Cicatricial — há destruição do folículo, com perda definitiva naquela área. Ocorre em condições como lúpus eritematoso e líquen plano. Nesses casos o tratamento precoce vale sobretudo para impedir o avanço, o que torna o diagnóstico rápido mais importante ainda.

Eflúvio telógeno

É a queda difusa que aparece semanas ou meses depois de um evento — parto, cirurgia, infecção, perda de peso importante, estresse intenso, suspensão de anticoncepcional. O intervalo entre a causa e a queda é justamente o que confunde: quando o cabelo começa a cair, a pessoa já esqueceu o que aconteceu meses antes.

É a causa mais frequente de queda súbita e costuma ser reversível quando o fator desencadeante é identificado e corrigido.

Alopecia areata

Aparece como falhas arredondadas e bem delimitadas, no couro cabeludo ou na barba, em pele de aspecto normal. É de origem autoimune e pode ter relação com outras condições, o que faz parte da investigação.

Calvície (alopecia androgenética)

É a queda progressiva de padrão, com afinamento do fio e redução da densidade. Tem página própria, com os padrões masculino e feminino e as opções de tratamento: veja calvície.

Como é feito o diagnóstico

A história é muito importante — quando começou, como começou, o que aconteceu nos meses anteriores, histórico familiar, medicações em uso. A ela se soma um exame físico bem feito do couro cabeludo, de preferência com o dermatoscópio, que permite ver o fio e o óstio folicular com ampliação.

Exames laboratoriais podem ser solicitados para chegar à causa, e algumas vezes uma biópsia do couro cabeludo é necessária — sobretudo quando há suspeita de quadro cicatricial.

Quais tratamentos existem

O tratamento é direcionado pela causa. Houve avanços importantes na área, e as opções incluem medicações de uso tópico e oral, laser e LED, injeções de vitaminas no couro cabeludo, microagulhamento e MMP.

Sobre as medicações mais procuradas — o minoxidil entre elas: têm indicação, dose e tempo de uso definidos conforme a causa, e algumas exigem prescrição e acompanhamento. A mesma substância que ajuda num quadro pode não ter papel em outro, e é isso que a avaliação define antes de começar.

Avaliação individual

Perder de 50 a 100 fios por dia está dentro do normal. O que merece avaliação é a queda que aumentou, o cabelo que afinou, a falha que apareceu ou o couro cabeludo que ficou visível — e quanto antes, mais opções existem.

Em vídeo

Perguntas frequentes

Quais as causas da queda de cabelo?

Queda de cabelo é um termo amplo. Pode ser não cicatricial (androgenética ou calvície, eflúvio, alopecia areata, tricotilomania) ou cicatricial (por lúpus eritematoso, líquen plano).

Como se descobre a causa da queda de cabelo?

A história é muito importante, além de um exame físico bem feito do couro cabeludo — de preferência com o dermatoscópio. Exames laboratoriais podem ser solicitados, e algumas vezes uma biópsia do couro cabeludo pode ser necessária.

Quais os tratamentos disponíveis?

O tratamento é direcionado pela causa. Existem muitos avanços, que incluem laser, injeções de vitaminas no couro cabeludo, microagulhamento e MMP.

Qual a diferença entre queda cicatricial e não cicatricial?

A não cicatricial inclui a androgenética (calvície), o eflúvio, a alopecia areata e a tricotilomania. A cicatricial ocorre por condições como lúpus eritematoso e líquen plano.

Que exames podem ser pedidos na investigação?

Exames laboratoriais podem ser solicitados para se chegar à causa da queda, e algumas vezes uma biópsia do couro cabeludo pode ser necessária. O exame físico do couro cabeludo, de preferência com dermatoscópio, faz parte da avaliação.

O que é eflúvio telógeno?

É a queda difusa que aparece semanas ou meses depois de um evento — parto, cirurgia, infecção, perda de peso importante, estresse intenso, suspensão de anticoncepcional. O intervalo entre a causa e a queda é o que confunde: quando o cabelo começa a cair, a pessoa já esqueceu o que houve meses antes. Costuma ser reversível quando o fator é identificado.

Posso usar minoxidil por conta própria?

O minoxidil tem indicação, concentração e tempo de uso que variam conforme a causa da queda — e a mesma substância que ajuda num quadro pode não ter papel em outro. Como há ainda diferenças entre as apresentações tópica e oral, e contraindicações a considerar, a escolha e o acompanhamento fazem parte da consulta.

O que é alopecia areata?

São falhas arredondadas e bem delimitadas, no couro cabeludo ou na barba, em pele de aspecto normal. É de origem autoimune e pode ter relação com outras condições, o que faz parte da investigação.

Agende sua consulta ver telefones e endereço

Convênio: Care Plus (Master / Master I) — convênio, reembolso e formas de pagamento