Toxina botulínica para sorriso gengival
Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de DermatologiaRevisado em 23/09/2026
Sorriso gengival é o nome dado ao sorriso em que uma faixa da gengiva fica bastante exposta acima dos dentes superiores. Em parte dos casos isso acontece porque os músculos que levantam o lábio superior têm força acentuada, puxando o lábio mais para cima do que a média. Nessa situação específica, a toxina botulínica pode ser usada para reduzir a intensidade desse movimento.
Quando a toxina resolve — e quando não resolve
Este é o ponto central da avaliação, porque o sorriso gengival tem mais de uma causa possível:
- Causa muscular — o lábio superior sobe demais ao sorrir. É a situação em que a toxina botulínica tem indicação.
- Causa dentária ou gengival — dentes com coroa clínica curta ou excesso de gengiva recobrindo o dente. A conduta é odontológica.
- Causa óssea — crescimento vertical excessivo da maxila. Foge do escopo de um tratamento injetável.
Como as causas podem estar combinadas, a avaliação define se a toxina resolve, se resolve em parte ou se o encaminhamento adequado é para o dentista. Prometer correção sem esse exame seria impreciso.
Como é feito
A aplicação é feita em pontos específicos dos músculos elevadores do lábio superior, com doses pequenas — a região exige precisão, porque excesso de produto compromete a naturalidade do sorriso e pode dificultar movimentos como assobiar ou pronunciar certas palavras.
O procedimento leva poucos minutos, usa agulha fina e costuma dispensar anestésico. Não há necessidade de afastamento das atividades no mesmo dia.
Resultado e duração
O efeito não é imediato: começa a aparecer entre o terceiro e o quinto dia e se estabiliza por volta de duas semanas. Costuma ser recomendada uma reavaliação nesse período, quando pequenos ajustes podem ser feitos, se necessário.
A duração é semelhante à da toxina em outras regiões da face e varia conforme a dose, o músculo tratado e o metabolismo de cada pessoa.
Cuidados após a aplicação
- não massagear a região nas horas seguintes;
- evitar exercício físico intenso e calor excessivo no mesmo dia;
- permanecer em posição vertical nas primeiras horas.
Riscos e contraindicações
Os efeitos mais comuns são pequenos hematomas nos pontos de aplicação e sensibilidade local. Por se tratar de uma região de grande expressividade, o efeito indesejado mais relevante é a assimetria do sorriso ou a sensação de lábio pesado — em geral temporários, já que o efeito da toxina é reversível com o tempo.
A toxina botulínica não é indicada em gestação e amamentação, em infecção ativa no local da aplicação, em pessoas com doenças neuromusculares e em quem tem alergia conhecida à substância.
Avaliação individual
A quantidade de gengiva exposta considerada normal varia bastante entre as pessoas, e sorriso gengival não é doença. O tratamento se justifica quando incomoda quem o tem — e a decisão sobre fazer ou não é da paciente, depois de entender o que o procedimento alcança no caso dela.
Perguntas frequentes
A toxina botulínica resolve qualquer sorriso gengival?
Não. Ela tem indicação quando a causa é muscular, ou seja, quando o lábio superior sobe demais ao sorrir. Causas dentárias, gengivais ou ósseas têm outra conduta, e a avaliação define qual é o caso.
Em quanto tempo o efeito aparece?
Não é imediato: começa a aparecer entre o terceiro e o quinto dia e se estabiliza por volta de duas semanas, quando costuma ser feita uma reavaliação.
O sorriso fica estranho?
A região exige doses pequenas e precisão, porque excesso de produto compromete a naturalidade. Assimetria ou sensação de lábio pesado podem ocorrer e costumam ser temporárias, já que o efeito da toxina é reversível com o tempo.
Quais são as causas do sorriso gengival?
Três, que podem estar combinadas: muscular, quando o lábio superior sobe demais ao sorrir — é a situação em que a toxina tem indicação; dentária ou gengival, com coroa clínica curta ou excesso de gengiva, cuja conduta é odontológica; e óssea, por crescimento vertical excessivo da maxila, que foge do escopo de um tratamento injetável.
Quais os cuidados após a aplicação?
Não massagear a região nas horas seguintes, evitar exercício físico intenso e calor excessivo no mesmo dia, e permanecer em posição vertical nas primeiras horas.
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