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Câncer de pele

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

Feridas na pele que não cicatrizam
Feridas na pele que não cicatrizam

O câncer de pele é o tumor maligno mais comum. A boa notícia está no mesmo fato que o torna comum: ele aparece num órgão visível, o que permite diagnóstico precoce — desde que alguém olhe.

Os carcinomas

O carcinoma basocelular e o espinocelular são os mais frequentes, correspondendo a cerca de 85% dos casos, e por outro lado os menos perigosos.

O basocelular costuma aparecer como uma lesão perolada, brilhante, com vasos finos na superfície, que pode sangrar com facilidade e não cicatriza. Cresce localmente e raramente se espalha.

O espinocelular tende a se apresentar como uma lesão áspera, endurecida ou ulcerada, frequentemente sobre pele com dano solar acumulado. Tem potencial maior de disseminação que o basocelular, e por isso não deve ser adiado.

Melanoma

É mais raro, porém tem potencial agressivo e pode ser letal. Justamente por isso é o que mais se beneficia do diagnóstico precoce.

Os sinais que merecem exame:

  • Assimetria — uma metade diferente da outra;
  • Bordas irregulares ou mal definidas;
  • Cores variadas dentro da mesma lesão;
  • Diâmetro maior que cerca de 6 mm;
  • Evolução — mudança de tamanho, forma, cor ou sintoma ao longo do tempo.

Há ainda um sinal simples e útil: a lesão que destoa de todas as outras da sua pele merece ser mostrada, mesmo que não preencha os critérios acima.

Fatores de risco

  • exposição solar prévia, sobretudo queimaduras na infância;
  • histórico familiar de câncer de pele;
  • pele e olhos claros, com tendência a queimar em vez de bronzear;
  • grande número de pintas;
  • uso de câmaras de bronzeamento artificial;
  • imunossupressão.

Como é feito o diagnóstico

Pelo exame dermatológico das pintas, com auxílio do dermatoscópio — aparelho que amplia e ilumina a lesão, revelando estruturas invisíveis a olho nu. É o que permite distinguir uma lesão benigna de uma suspeita sem retirar todas por precaução. Veja check-up de pintas.

Quando há suspeita, a confirmação é feita por biópsia.

Como é o tratamento

Normalmente a remoção cirúrgica é o tratamento — veja cirurgias dermatológicas. Em alguns casos podem ser realizadas modalidades não cirúrgicas, como imunomodulador tópico ou terapia fotodinâmica. A escolha depende do tipo, do tamanho e da localização.

Prevenção

Fotoproteção diária, evitar o sol nos horários de maior intensidade, não usar bronzeamento artificial, observar as próprias pintas e manter o exame dermatológico periódico. A frequência do exame é definida conforme o risco de cada pessoa.

Perguntas frequentes

Quais os tipos de câncer de pele?

Os carcinomas (basocelular e espinocelular) são os mais frequentes — correspondem a 85% dos casos — mas os menos perigosos. O melanoma é mais raro, porém tem potencial agressivo.

Quais os fatores de risco?

Exposição solar prévia, histórico familiar de câncer de pele e tipo de pele mais claro com olhos claros.

Como prevenir o câncer de pele?

A observação individual de mudanças no padrão das pintas (crescimento rápido e desorganizado, sangramento espontâneo) e o exame dermatológico regular com dermatoscópio são medidas preventivas importantes para o diagnóstico precoce.

Qual o tipo mais comum e qual o mais perigoso?

Os carcinomas — basocelular e espinocelular — são os mais frequentes, correspondendo a 85% dos casos, e por outro lado os menos perigosos. O melanoma é mais raro, porém tem potencial agressivo e pode ser letal.

Como é o tratamento do câncer de pele?

Normalmente a remoção cirúrgica é o tratamento. Em alguns casos podem ser realizadas modalidades não cirúrgicas, como imunomodulador tópico ou terapia fotodinâmica.

Como saber se uma pinta é suspeita?

Merecem exame: assimetria entre as metades, bordas irregulares, cores variadas dentro da mesma lesão, diâmetro maior que cerca de 6 mm e, sobretudo, evolução — mudança de tamanho, forma, cor ou sintoma. Há ainda um sinal simples: a lesão que destoa de todas as outras da sua pele merece ser mostrada, mesmo sem preencher os critérios.

Qual a diferença entre carcinoma basocelular e espinocelular?

O basocelular costuma aparecer como lesão perolada e brilhante, com vasos finos, que sangra com facilidade e não cicatriza; cresce localmente e raramente se espalha. O espinocelular tende a ser áspero, endurecido ou ulcerado, sobre pele com dano solar acumulado, e tem potencial maior de disseminação — por isso não deve ser adiado.

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