Olheiras
Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de DermatologiaRevisado em 23/09/2026
Olheira não é um diagnóstico único. São três origens diferentes — estrutural, pigmentar e vascular —, cada uma com um tratamento próprio, e elas costumam aparecer combinadas na mesma pessoa. Por isso a primeira pergunta da consulta não é qual creme usar: é de que tipo é a olheira.
Olheira estrutural (profunda)
É a que forma um sulco, um degrauzinho na região abaixo do olho. Não é cor: é relevo. Pode aparecer desde muito cedo, por questões anatômicas da estrutura da face, e também surgir ao longo do tempo, conforme envelhecemos, por uma absorção óssea da órbita — o suporte atrás dos tecidos diminui e o degrau se forma.
Para esse tipo de olheira não adianta creme nem laser: ambos agem sobre pigmento, textura ou vasos, e nenhuma dessas coisas é o problema aqui. O tratamento é a reposição do volume perdido com preenchimento de ácido hialurônico.
Em vídeo: o degrau abaixo do olho e por que creme não resolve.
Olheira pigmentar (acastanhada)
É a de tom acastanhado, causada por depósito de melanina na pele fina da pálpebra. É cor, não sombra. Os cremes que agem sobre esse pigmento são os que têm ácido kójico, vitamina C ou Thiamidol, em formulações próprias para a região, que não aceita as concentrações usadas no restante do rosto.
Entre os procedimentos existem peelings específicos que clareiam a olheira pigmentada. Entre as tecnologias, os aparelhos indicados são os de Q-switched ou a luz intensa pulsada.
Em vídeo: os cremes e os procedimentos que clareiam a olheira pigmentada.
Olheira vascular (arroxeada)
É a de tom arroxeado, que acontece por uma congestão vascular na região e pelo fato de a pele sob os olhos ser naturalmente mais fina, deixando os vasos visíveis. Nesses casos os melhores cremes são os que favorecem a circulação local: vitamina K, cafeína ou arnica.
Para esse tipo de olheira, o melhor tratamento são aplicações de luz intensa pulsada, que atua diretamente sobre os vasos dilatados da região periorbital.
Em vídeo: por que a olheira arroxeada oscila e o que a trata.
Como diferenciar os três tipos
A olheira acastanhada não muda com a luz: sob iluminação vinda de baixo, ou esticando levemente a pele, ela continua igual — porque é cor, não sombra. A estrutural clareia bastante nesse teste. A vascular é a mais sensível à rotina e oscila de um dia para o outro, conforme sono, retenção de líquido e alergia respiratória.
Confundir as três é o erro que faz o tratamento falhar: repor volume numa olheira pigmentada deixa a região mais volumosa e ainda escura.
Resumo: o que trata cada tipo
- Estrutural (profunda) — preenchimento com ácido hialurônico. Creme e laser não resolvem.
- Pigmentar (acastanhada) — ácido kójico, vitamina C ou Thiamidol; peelings específicos; Q-switched ou luz pulsada.
- Vascular (arroxeada) — vitamina K, cafeína ou arnica; luz intensa pulsada.
Quando a olheira não é só olheira
Olheira acompanhada de inchaço matinal, alergia respiratória, sono irregular ou anemia pode ter causa que nenhum procedimento resolve. A consulta serve também para identificar isso antes de propor tratamento.
Em vídeo
Perguntas frequentes
Quantos tipos de olheira existem?
Três: estrutural (profunda), pigmentar (acastanhada) e vascular (arroxeada). Costumam aparecer combinadas na mesma pessoa, e cada uma responde a um tratamento diferente.
Existe um tratamento que sirva para todos os tipos de olheira?
Não. A estrutural pede reposição de volume; a pigmentar, clareamento; a vascular, o que favorece a circulação local. Por isso o tipo é definido antes do tratamento.
Como sei se a minha olheira é cor ou sombra?
Sob iluminação vinda de baixo, ou esticando levemente a pele, a olheira acastanhada continua igual, porque é cor. A estrutural clareia bastante nesse teste, e a vascular oscila de um dia para o outro.
Por que tratar o tipo errado de olheira não funciona?
Porque cada tipo tem uma causa diferente. Repor volume numa olheira pigmentada, por exemplo, deixa a região mais volumosa e ainda escura — a cor continua lá.
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