Urticária
- Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista
- CRM-SP 117811 · RQE 32407
- Membro Titular da SBD
Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista
CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Membro Titular da SBD
Urticária é um tipo de reação alérgica comum que se apresenta como placas vermelhas “saltadas” que provocam coceira na pele, podendo ser muito incômoda.
As lesões mudam de lugar rapidamente na pele e quando o quadro é mais severo pode inchar boca, olhos e mãos (angioedema).
O detalhe que confirma o diagnóstico
A característica mais útil da urticária é justamente a que ela tem de mais estranho: cada placa individual dura poucas horas e some sem deixar marca, enquanto outras aparecem em lugares diferentes. Se uma lesão permanece no mesmo ponto por mais de 24 horas, deixa mancha ou dói em vez de coçar, o diagnóstico provavelmente é outro — e isso muda toda a investigação.
Fotografar as placas quando elas aparecem ajuda bastante, porque é comum a pele estar limpa no momento da consulta.
Aguda e crônica
Aguda é a que dura menos de seis semanas. É a mais comum, costuma ter um gatilho identificável e se resolve.
Crônica é a que persiste além de seis semanas, com episódios recorrentes. Nesse caso a lógica muda: na maioria das vezes não se encontra um alérgeno externo, e o quadro está mais ligado ao próprio sistema imune. Sair caçando alimentos culpados costuma levar a restrições desnecessárias sem resolver o problema.
O que costuma desencadear
As causas mais comuns são medicamentos e alimentos. Pode ocorrer também por picada de inseto, frio, pressão e até atividade física.
Há ainda fatores que não causam a urticária mas pioram um quadro já instalado: calor, banho quente, bebida alcoólica, estresse, roupas apertadas e anti-inflamatórios.
Quando procurar atendimento imediato
A urticária costuma ser incômoda, não perigosa. Mas alguns sinais indicam reação mais grave e pedem pronto-socorro, não consulta agendada:
- Inchaço de lábios, língua ou garganta.
- Dificuldade para respirar, chiado ou aperto no peito.
- Sensação de desmaio, tontura intensa ou queda de pressão.
- Vômitos e dor abdominal junto com as placas.
Como é o tratamento
O tratamento se faz com anti-histamínicos ou corticoides orais e depende da extensão e severidade da manifestação.
Nos quadros crônicos, o objetivo passa a ser o controle contínuo: manter a medicação de forma regular, e não apenas quando as placas aparecem, é o que costuma estabilizar. Interromper assim que melhora é a causa mais frequente de recaída.
Cada caso é avaliado individualmente — a dose, o tipo de medicação e a duração mudam conforme a resposta.
Perguntas frequentes
O que confirma que é urticária?
Cada placa dura poucas horas e some sem deixar marca, enquanto outras aparecem em lugares diferentes. Se uma lesão permanece no mesmo ponto por mais de 24 horas, deixa mancha ou dói em vez de coçar, o diagnóstico provavelmente é outro.
Qual a diferença entre urticária aguda e crônica?
A aguda dura menos de seis semanas, costuma ter um gatilho identificável e se resolve. A crônica persiste além de seis semanas e, na maioria das vezes, não tem um alérgeno externo identificável.
Adianta procurar o alimento culpado?
Na urticária crônica, geralmente não. O quadro está mais ligado ao próprio sistema imune, e caçar alimentos costuma levar a restrições desnecessárias sem resolver o problema.
Quando devo procurar atendimento imediato?
Inchaço de lábios, língua ou garganta; dificuldade para respirar; sensação de desmaio ou queda de pressão; vômitos e dor abdominal junto com as placas.
Posso parar a medicação quando melhorar?
Nos quadros crônicos, manter a medicação de forma regular é o que costuma estabilizar. Interromper assim que melhora é a causa mais frequente de recaída.
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