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Micoses infantis

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

Infecções causadas por fungos, podem acometer a pele (tinea ou candidíase), unhas (onicomicose) ou couro cabeludo (tinea capitis). Costumam ser adquiridas por contato com outras crianças ou por animais domésticos.

As lesões são descamativas, possuem diversas apresentações e podem ser superficiais ou profundas.

Onde a micose costuma aparecer

Na pele do corpo, a apresentação mais conhecida é a mancha arredondada, com borda mais avermelhada e descamativa e centro mais claro, que vai crescendo pelas bordas.

Nas dobras — virilha, axilas, pescoço e a região da fralda em bebês — o calor e a umidade favorecem a candidíase, com vermelhidão mais viva e sensação de ardor.

No couro cabeludo, aparece como área de descamação com falha nos cabelos, que se quebram rentes. É a forma que mais exige atenção.

Nas unhas, a onicomicose deixa a unha espessada, opaca e com mudança de cor. É menos comum na infância do que em adultos.

Como é transmitida

O contágio acontece por contato direto com outra pessoa ou com animais — filhotes de cães e gatos são fonte frequente — e também por objetos compartilhados, como toalhas, bonés, pentes e escovas. Piscinas, vestiários e areia de parquinho favorecem a transmissão porque mantêm a pele úmida por mais tempo.

Por que o diagnóstico precisa ser confirmado

Várias condições de pele se parecem com micose, e algumas pioram bastante se tratadas como se fossem. Pomadas com corticoide usadas por conta própria costumam aliviar a coceira nos primeiros dias e, ao mesmo tempo, disfarçar e espalhar a infecção — o quadro volta pior e mais difícil de reconhecer. Em caso de dúvida, o exame micológico esclarece.

Como é o tratamento

Nas formas superficiais da pele, o tratamento costuma ser feito com antifúngico de uso local, mantido por um período que vai além do desaparecimento das lesões — interromper cedo é a causa mais comum de recaída.

No couro cabeludo, o tratamento local não resolve. O fungo alcança a raiz do fio, onde o creme não chega, e o tratamento por via oral passa a ser necessário, com acompanhamento. As unhas seguem a mesma lógica.

Como reduzir a chance de voltar

  • Secar bem a pele depois do banho, especialmente as dobras e entre os dedos.
  • Não compartilhar toalhas, pentes, escovas, bonés e calçados.
  • Trocar roupas úmidas ou suadas assim que possível.
  • Levar ao veterinário o animal de casa que esteja com falhas no pelo.
  • Completar o tratamento até o fim, mesmo com a pele já com aparência normal.

Cada caso é avaliado individualmente: o tipo de fungo, a região afetada e a idade da criança mudam a escolha do tratamento e o tempo de uso.

Perguntas frequentes

Como a criança pega micose?

Por contato direto com outra pessoa ou com animais — filhotes de cães e gatos são fonte frequente — e por objetos compartilhados, como toalhas, bonés, pentes e escovas.

Pomada resolve micose no couro cabeludo?

Não. O fungo alcança a raiz do fio, onde o creme não chega, e o tratamento por via oral passa a ser necessário, com acompanhamento. As unhas seguem a mesma lógica.

Posso usar pomada de corticoide na mancha?

Não por conta própria. Corticoide alivia a coceira nos primeiros dias e ao mesmo tempo disfarça e espalha a infecção — o quadro volta pior e mais difícil de reconhecer.

Posso parar o tratamento quando a pele melhorar?

Não. O antifúngico é mantido por um período que vai além do desaparecimento das lesões. Interromper cedo é a causa mais comum de recaída.

Como reduzir a chance de voltar?

Secar bem a pele após o banho, principalmente dobras e entre os dedos; não compartilhar toalhas, pentes, bonés e calçados; trocar roupa úmida; e levar ao veterinário o animal de casa com falhas no pelo.

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