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Check-up de pintas

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

Também conhecido como Dermatoscopia, é o exame minucioso das pintas realizado através de um instrumento chamado dermatoscópio.

Visa avaliar se há pintas a serem removidas ou acompanhadas (através de registro fotográfico). Quando necessária a realização das fotos elas são repetidas e comparadas com a inicial. Havendo mudanças significativas a pinta deve ser removida.

Esse instrumento representa uma evolução na análise das pintas, que no passado eram observadas a olho nu.

O que o dermatoscópio mostra

O aparelho combina ampliação com uma luz polarizada que atravessa o reflexo da superfície. Isso revela estruturas dentro da lesão — padrões de rede, pontos, glóbulos e distribuição de vasos — que simplesmente não são visíveis a olho nu.

São esses padrões, e não apenas o contorno ou a cor externa, que orientam a decisão entre acompanhar e remover.

Como é o exame

É indolor e não invasivo. O aparelho encosta na pele, lesão por lesão, percorrendo o corpo inteiro — inclusive as áreas que a pessoa não vê e por isso não vigia: couro cabeludo, costas, região atrás das orelhas, entre os dedos, plantas dos pés e unhas.

Boa parte do valor do exame está justamente aí. Ninguém pede avaliação de uma pinta que nunca viu.

Quando entra o registro fotográfico

Em pessoas com muitas pintas ou com lesões que merecem vigilância, as imagens são guardadas e repetidas depois de um intervalo. A comparação objetiva detecta mudanças que a memória não pega — alterações lentas passam despercebidas no espelho de todo dia.

Havendo mudança significativa entre as imagens, a conduta é a remoção para análise.

O que observar entre as consultas

  • Pinta que muda enquanto as outras permanecem iguais.
  • Assimetria, bordas irregulares, mais de uma cor na mesma lesão.
  • Crescimento perceptível em poucos meses.
  • Lesão que coça, sangra ou não cicatriza.
  • Mancha nova em adulto, especialmente depois dos 40 anos.

Com que frequência fazer

Não há um intervalo único. Quem tem pele clara, muitas pintas, história familiar de câncer de pele ou histórico de queimaduras solares costuma ser acompanhado com mais frequência. A definição é feita na própria consulta.

Veja também pintas na infância. Cada caso é avaliado individualmente.

Perguntas frequentes

O que o dermatoscópio mostra?

Combina ampliação com luz polarizada que atravessa o reflexo da superfície, revelando estruturas dentro da lesão que não são visíveis a olho nu.

O exame dói?

Não. É indolor e não invasivo — o aparelho apenas encosta na pele, lesão por lesão.

Por que examinar o corpo inteiro?

Porque inclui as áreas que a pessoa não vê e por isso não vigia: couro cabeludo, costas, atrás das orelhas, entre os dedos, plantas dos pés e unhas.

Para que serve o registro fotográfico?

A comparação objetiva entre imagens detecta mudanças que a memória não pega — alterações lentas passam despercebidas no espelho de todo dia.

O que devo observar entre as consultas?

Pinta que muda enquanto as outras permanecem iguais, assimetria, bordas irregulares, mais de uma cor na mesma lesão, crescimento em poucos meses, ou lesão que coça, sangra ou não cicatriza.

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