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Pintas

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407

As pintas podem estar presentes desde o nascimento, se desenvolver nos primeiros 2 anos de vida ou ao longo da infância.

Algumas marcas de nascença (mancha café com leite, nevo anêmico) podem ser confundidas com as pintas verdadeiras.

No geral são benignas e dispensam acompanhamento. Porém, em algumas situações devem ser analisadas com cuidado (exame dermatoscópio) e em situação especial (mudança significativa no padrão) removidas.

O que é esperado na infância

Ganhar pintas ao longo da infância e da adolescência é normal. Elas costumam surgir, crescer proporcionalmente ao crescimento da criança e escurecer um pouco — nada disso, isoladamente, é motivo de preocupação.

Pintas em crianças também costumam ter aparência mais irregular ao dermatoscópio do que em adultos, sem que isso signifique problema. É uma das razões pelas quais a avaliação pediátrica difere da do adulto.

O que pede avaliação

  • Pinta que muda de forma clara e rápida, enquanto as outras permanecem iguais.
  • Lesão que sangra, coça de forma persistente ou não cicatriza.
  • Mancha presente ao nascimento e de tamanho grande.
  • História familiar de câncer de pele.
  • Pinta em região difícil de observar, como couro cabeludo, dobra glútea ou planta do pé.

O que costuma ser confundido

Mancha café com leite, nevo anêmico, mancha mongólica e picadas em fase de cicatrização são confundidos com pintas com frequência. O exame com dermatoscópio esclarece a maioria dessas dúvidas sem necessidade de qualquer procedimento.

Como é o acompanhamento

Quando indicado, é feito por exame com dermatoscópio e, em alguns casos, registro fotográfico repetido ao longo do tempo. Comparar imagens é mais confiável que a memória — mudanças lentas passam despercebidas no dia a dia.

Remoção em criança é reservada a situações específicas, não é conduta de rotina.

Proteção solar é o que muda o futuro

Boa parte da exposição solar acumulada de uma vida acontece na infância, e queimaduras solares nessa fase têm peso no risco de câncer de pele décadas depois. Protetor solar, chapéu, camiseta com proteção e evitar o sol do meio-dia valem mais, a longo prazo, que qualquer acompanhamento de pinta.

Cada caso é avaliado individualmente.

Perguntas frequentes

É normal a criança ganhar pintas?

Sim. Ganhar pintas ao longo da infância e da adolescência é normal. Elas costumam surgir, crescer proporcionalmente ao crescimento da criança e escurecer um pouco.

O que pede avaliação?

Pinta que muda de forma clara e rápida enquanto as outras permanecem iguais; lesão que sangra ou não cicatriza; mancha presente ao nascimento e de tamanho grande; história familiar de câncer de pele.

O que costuma ser confundido com pinta?

Mancha café com leite, nevo anêmico, mancha mongólica e picadas em fase de cicatrização. O exame com dermatoscópio esclarece a maioria dessas dúvidas.

Pinta em criança precisa ser removida?

Remoção em criança é reservada a situações específicas, não é conduta de rotina.

O que mais protege a longo prazo?

Proteção solar. Boa parte da exposição acumulada de uma vida acontece na infância, e queimaduras solares nessa fase têm peso no risco de câncer de pele décadas depois.

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