Estrias
Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

As estrias surgem pela ruptura de fibras elásticas e colágenas da pele, depois de um estiramento rápido ou maior do que ela podia tolerar. São, na prática, cicatrizes — e é por isso que respondem a tratamento, mas não desaparecem por completo.
Quando aparecem
- no estirão de crescimento da puberdade;
- na gestação;
- após mudanças importantes no peso, para mais ou para menos;
- após colocação de prótese de mamas;
- em ganho rápido de massa muscular.
A predisposição genética interfere bastante, colaborando ou inibindo o surgimento na presença desses estímulos — o que explica por que duas pessoas na mesma situação têm resultados tão diferentes.
Estria vermelha e estria branca não são a mesma coisa
Esta é a informação que mais muda o resultado do tratamento.
- Estria vermelha (ou rosada) — é a fase inicial, ainda inflamatória, com vasos ativos na lesão. É o melhor momento para tratar, porque a pele ainda responde e o resultado tende a ser mais expressivo.
- Estria branca — é a fase final, em que a lesão já cicatrizou e perdeu pigmento. Ainda há tratamento, mas o objetivo passa a ser melhorar textura e aparência, com resultado mais gradual.
Toda estria vermelha ficará branca com o tempo se não for tratada. Daí a recomendação prática: quando aparecer estria avermelhada, não espere.
Quais tratamentos existem
Entre os principais estão os peelings, o laser, a luz pulsada e o microagulhamento.
A escolha considera as características da estria — fina ou larga, superficial ou profunda, vermelha ou branca — e o tipo de pele do paciente, que interfere no risco de manchas com alguns recursos. São essas características que ditam a opção terapêutica, e não a preferência por um aparelho.
O que esperar
O tratamento costuma exigir mais de uma sessão e melhora aparência e textura. Prometer desaparecimento completo não seria honesto: a estria é uma cicatriz, e o que se busca é atenuá-la de forma consistente.
Avaliação individual
Estrias em localização atípica, muito numerosas ou de surgimento súbito sem causa aparente merecem investigação — podem ter relação com uso de medicações ou com alterações hormonais. É parte do que se avalia na consulta.
Perguntas frequentes
Por que as estrias aparecem?
Pela ruptura de fibras elásticas e colágenas da pele após estiramento rápido ou maior do que ela tolera — no estirão da puberdade, na gestação, após mudanças importantes de peso ou colocação de prótese de mamas. A predisposição genética também interfere.
Estria vermelha e branca são diferentes?
As estrias no início são vermelhas (ou rosadas) e com o tempo ficam brancas, se não tratadas. Podem ser finas ou largas, superficiais ou profundas — características que ditam a opção terapêutica.
Quais os tratamentos para estrias?
Entre os melhores estão peelings, laser, luz pulsada e microagulhamento robótico. A escolha leva em consideração as características das estrias.
Em que fases da vida as estrias costumam surgir?
No estirão de crescimento da puberdade, na gestação, após mudanças importantes no peso ou colocação de prótese de mamas. A predisposição genética interfere, colaborando ou inibindo o surgimento na presença desses estímulos.
O tratamento é igual para todas as estrias?
Não. Elas podem ser finas ou largas, superficiais ou profundas, e essas características ditam a opção terapêutica — junto com o tipo de pele do paciente.
Qual o melhor momento para tratar uma estria?
Enquanto ela ainda está vermelha ou rosada. Essa é a fase inflamatória, em que a pele ainda responde e o resultado tende a ser mais expressivo. Toda estria vermelha ficará branca se não for tratada, e na fase branca o objetivo passa a ser melhorar textura e aparência, de forma mais gradual.
A estria some por completo?
A estria é uma cicatriz: o tratamento melhora aparência e textura, em mais de uma sessão, mas prometer desaparecimento completo não seria honesto. O que se busca é atenuá-la de forma consistente.
O que é estria?
As estrias surgem pela ruptura de fibras elásticas e colágenas da pele, depois de um estiramento rápido ou maior do que ela podia tolerar. São, na prática, cicatrizes — e é por isso que respondem a tratamento, mas não desaparecem por completo.
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