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Acne

Revisado por Dra. Ana Elisa Brito Vilibor, dermatologista — CRM-SP 117811 · RQE 32407 · Sociedade Brasileira de Dermatologia

Chip da beleza: efeitos na pele e no cabelo
Chip da beleza: efeitos na pele e no cabelo

A acne é uma das queixas mais comuns no consultório e hoje é considerada uma doença crônica da pele — e não mais um distúrbio apenas da adolescência. Essa mudança de entendimento importa na prática: quadro crônico se trata com plano e acompanhamento, não com uma receita isolada.

Por que a acne aparece

Quatro fatores atuam juntos: aumento da produção de sebo, obstrução do folículo, proliferação de bactérias e inflamação. É por isso que o tratamento raramente é uma substância só — cada uma age em um desses pontos.

Da adolescência ao quadro grave

É muito frequente na adolescência e varia entre quadros leves e quadros severos que, se não tratados, deixam manchas e cicatrizes importantes. Essa é a razão de não esperar “passar com a idade”: o que passa é a fase, mas a cicatriz fica.

Acne da mulher adulta

É o nome dado à acne persistente em mulheres em torno dos 30 aos 45 anos. Costuma se concentrar no terço inferior do rosto — queixo, mandíbula, contorno da boca — e tem comportamento hormonal característico: piora no período pré-menstrual e melhora com o uso de pílula anticoncepcional.

Sofre influência de hábitos de maquiagem, cosméticos não apropriados e ritmo de vida estressante. É um quadro que costuma frustrar justamente por chegar quando já se esperava não ter mais acne.

Quando investigar hormônios

Em alguns casos a acne está associada a distúrbios hormonais verdadeiros, como a síndrome dos ovários policísticos e a hiperplasia adrenal congênita. Sinais como irregularidade menstrual, aumento de pelos e queda de cabelo em padrão masculino acompanhando a acne indicam investigar — e nesses casos o tratamento é direcionado à causa.

Como é o tratamento

O tratamento da acne avançou muito nos últimos anos e é escolhido conforme a gravidade, o tipo de lesão e o tipo de pele:

  • Tópicos — sabonetes e ácidos, base da maioria dos quadros;
  • Orais — antibióticos, retinoides e bloqueadores de androgênios;
  • Procedimentos no consultório — peelings e laser, associados ao tratamento clínico.

Sobre o retinoide oral mais conhecido, a isotretinoína: é uma medicação eficaz em quadros graves ou resistentes, com indicação precisa, exames de acompanhamento e contraindicação absoluta na gestação. Não é primeira linha para todo mundo, e a decisão de usar — ou de não usar — faz parte da consulta.

Cicatrizes de acne

Também têm diversas opções terapêuticas: CROSS de ATA, microagulhamento e laser. A modalidade escolhida depende do tipo da cicatriz — vermelha, pigmentada ou deprimida — e do tipo de pele.

Vale distinguir dois problemas diferentes: a mancha que fica depois da lesão tende a clarear com o tempo e com tratamento; a cicatriz deprimida é perda de tecido e exige procedimento. Tratar a acne ativa primeiro é o que evita produzir novas cicatrizes enquanto se tratam as antigas.

Avaliação individual

Espremer é o hábito que mais transforma acne tratável em cicatriz definitiva. E como o tratamento depende do tipo de lesão predominante, da gravidade e da pele de cada pessoa, o que funcionou para alguém pode não servir para você.

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Perguntas frequentes

Acne é só na adolescência?

Não. A acne é atualmente considerada uma doença crônica da pele, e não mais um distúrbio apenas da adolescência — muitas vezes persiste na vida adulta.

O que é a acne da mulher adulta?

É a acne persistente em mulheres em torno de 30 a 45 anos. Tem influência de hábitos de maquiagem, cosméticos não apropriados e ritmo de vida estressante, com comportamento hormonal (piora pré-menstrual, melhora com uso de pílula anticoncepcional).

Acne pode indicar problema hormonal?

Em alguns casos a acne pode estar associada a distúrbios hormonais verdadeiros, como síndrome dos ovários policísticos e hiperplasia adrenal congênita, devendo ser investigada.

Quais são os tratamentos para acne?

O tratamento avançou nos últimos anos e varia entre tópicos (sabonetes, ácidos), orais (antibióticos, retinóides, bloqueadores de androgênios) e procedimentos no consultório, como peelings e laser.

Cicatriz de acne tem tratamento?

Sim. As cicatrizes têm diversas opções terapêuticas — CROSS de ATA, microagulhamento robótico e laser. A modalidade escolhida depende do tipo da cicatriz (vermelha, pigmentada ou deprimida) e do tipo de pele do paciente.

Quando a isotretinoína é indicada?

É um retinoide oral eficaz em quadros graves ou resistentes, com indicação precisa, exames de acompanhamento e contraindicação absoluta na gestação. Não é primeira linha para todo mundo — a decisão de usar, ou de não usar, faz parte da consulta.

Mancha e cicatriz de acne são a mesma coisa?

Não, e a diferença muda o tratamento. A mancha que fica depois da lesão tende a clarear com o tempo e com tratamento. A cicatriz deprimida é perda de tecido e exige procedimento — CROSS de ATA, microagulhamento ou laser, conforme o tipo. Tratar a acne ativa primeiro é o que evita produzir cicatrizes novas enquanto se tratam as antigas.

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